Cidadania

Inclusão PCD no mercado de trabalho: um direito que ainda precisa avançar

18 de abril de 2025

Apesar das conquistas, pessoas com deficiência ainda enfrentam barreiras no mercado de trabalho. Serpro se destaca.

Neste mês, mais precisamente em 8 de abril, comemoramos o Dia Nacional do Sistema Braille, ferramenta de escrita tátil utilizada na educação de pessoas cegas ou com baixa visão.

Entre os avanços sociais alcançados nas últimas décadas, a luta pela inclusão das pessoas com deficiência (PCD) ao mercado de trabalho ganha destaque como uma conquista das mais significativas. Assegurar que todas as pessoas possam exercer o direito de trabalhar, crescer profissionalmente e contribuir para o desenvolvimento da sociedade é uma condição fundamental para que o país possa evoluir em direção à plena equidade.

A realidade mostra, contudo, que ainda há um longo caminho a ser percorrido. De acordo com dados do IBGE, em 2022, apenas 26,6% das pessoas com deficiência estavam empregadas no Brasil - menos da metade do índice observado entre pessoas sem deficiência.

O combate à exclusão de grupos minorizados é marcado, ao longo da história, por importantes avanços legais. A criação de uma Lei de Cotas, já em 1991 (Lei 8.213) determinou que empresas com mais de cem empregados deveriam reservar de 2% a 5% de suas vagas para pessoas com deficiência. Em 1999, foi estabelecida a Política Nacional para a Integração da Pessoa Portadora de Deficiência (Lei 3298/99). A própria Constituição Federal, assim como a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), assegura direitos à pessoa com deficiência como a igualdade de oportunidades, a obrigatoriedade de ambientes acessíveis e a proteção contra qualquer forma de discriminação.

Entre os principais direitos garantidos à população PCD no ambiente profissional, estão a exigência de acessibilidade no local de trabalho; a adaptação razoável de tarefas e instrumentos e a obrigatoriedade de realização de processos seletivos inclusivos. Essas medidas visam combater o capacitismo estrutural e promover a autonomia desses profissionais.

Serpro dá bom exemplo

É nesse cenário que o Serpro se destaca por suas ações voltadas à diversidade e à inclusão. A empresa mantém um programa contínuo voltado à valorização da pluralidade no ambiente corporativo, com especial atenção à inclusão digital. O compromisso está presente na agenda ESG da instituição e o tema "acessibilidade" passou a integrar o seu planejamento estratégico em 2024. "Acreditamos que a acessibilidade não trata apenas de uma obrigação legal ou de uma prática recomendável, mas sim de um compromisso ético e social", já afirmava em 2024 Marcos Alves Martins, gerente de Soluções do Serpro. "Considerá-la desde as fases iniciais do projeto é fundamental para garantir que nossos produtos e serviços sejam acessíveis a todas as pessoas".

Um dos focos da empresa é a inclusão de pessoas com deficiência visual. O Serpro foi pioneiro na oferta de vagas para profissionais cegos na área de informática. Além disso, por meio da Escola Serpro Cidadão Digital, oferece o curso "Sistema Braille para não cegos", gratuito e acessível, com o objetivo de ampliar a conscientização sobre a importância da comunicação inclusiva. A capacitação é autoinstrucional, oferece certificado de conclusão e encontra-se disponível para todos os interessados na plataforma cidadaodigital.serpro.gov.br.

Outro destaque é o Liane TTS, sintetizador de voz criado em parceria com o Núcleo de Computação Eletrônica da UFRJ. A ferramenta transforma textos em áudio e já está presente em centenas de telecentros no país, facilitando o acesso à informação para pessoas cegas ou com baixa visão.

Iniciativas como essas mostram que a inclusão efetiva no mundo do trabalho, para muito além da mera contratação, traz consigo um firme compromisso com a inovação e a empatia, atitudes que o Serpro tem valorizado.