Muito barulho nas redes sociais, protestos, lamentos, preocupação generalizada. É o que o cogitado reajuste de 16,53% na mensalidade do PAS/Serpro vem causando nos usuários do nosso plano de saúde. Para os aposentados do PS-I, em especial, esse aumento significa uma pressão gigantesca para que abandonem o PAS/Serpro.
Essa dolorosa decisão, porém, submeteria o usuário, a essa altura da vida, a arriscados períodos de carência. Há notícias de que os planos de saúde convencionais não estão aceitando a migração sem carências de clientes oriundos de planos por autogestão.
Solução justa e sustentável depende da Sest
Caminha para um ano o período em que as propostas encaminhadas pelo Serpro, para equacionar de forma sustentável o PAS/Serpro, estão em análise na Sest – Secretaria de Coordenação e Governança das Empresas Estatais –, órgão do Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos. Os empregados e ex-empregados do Serpro, empresa fundamental para o estado brasileiro, aguardam com muita ansiedade pela autorização para que o Serpro possa implementar as mudanças necessárias.
Pela proposta em análise na Sest, o PAS/Serpro criaria quatro novos planos, possibilitando a existência de planos mais baratos para opção pelos usuários. Ao lado disso, o PAS/Serpro permitiria a inclusão de novos usuários, mais jovens, com vínculo familiar com os empregados e ex-empregados do Serpro. Essa importante medida daria maior estabilidade e sustentabilidade ao nosso plano de saúde, uma vez que rejuvenesceria o universo de pagantes. Segundo um informe do Serpro em outubro de 2022, "o PAS Serpro possui aproximadamente 21 mil vidas e, deste total, 50% estão acima de 54 anos de idade". Evidentemente, esse perfil etário encarece o custo do plano de saúde. O ingresso de vidas jovens é fundamental para um maior equilíbrio econômico do PAS/Serpro.