Saúde

Queda anormal de cabelo: entenda o que é a alopecia

30 de março de 2026

O surgimento de falhas no couro cabeludo, com áreas se tornando mais ralas ou totalmente sem fios, costuma ser um dos principais sinais de alerta para o surgimento de um problema mais sério, ainda que bastante comum. Ainda que muitas pessoas associem a queda excessiva de cabelos apenas ao envelhecimento masculino, a famosa “calvície”, esse processo pode indicar uma condição mais ampla, conhecida como alopecia. Apesar do nome complicado, o termo se refere à perda de cabelo ou de pelos em qualquer parte do corpo. E vale destacar que, embora muitas vezes seja lembrada apenas em relação aos homens, a alopecia também é uma condição comum entre as mulheres.

Existem diferentes tipos de alopecia e cada um tem causas e características próprias. A mais conhecida é a alopecia androgenética, também chamada de calvície hereditária por ser relacionada a fatores genéticos e hormonais. Outro tipo é a alopecia areata, uma condição autoimune em que o organismo ataca os próprios folículos capilares, levando à queda em áreas circulares no couro cabeludo ou em outras regiões do corpo. Há ainda a alopecia cicatricial, em que lesões destroem os folículos capilares, e a alopecia por tração, causada por penteados muito apertados ou hábitos que provocam o tensionamento dos fios de modo frequente.

Fatores como estresse, alterações hormonais, deficiências nutricionais e a presença de algumas doenças também podem desencadear ou agravar quadros de Alopecia. No caso das mulheres, procedimentos químicos repetidos constantemente, como alisamentos e colorações, podem fragilizar ainda mais os fios e intensificar a queda.

É possível tratar os diferentes tipos de alopecia

Apesar de muitas vezes ser tratada como uma questão apenas estética, a alopecia pode gerar impactos significativos na saúde emocional e na qualidade de vida. A perda de cabelo está diretamente ligada à autoestima e à forma como a pessoa se percebe, podendo desencadear sentimentos de insegurança, ansiedade e até isolamento social, especialmente quando as mudanças são visíveis. Ainda assim, há caminhos disponíveis para o alívio e a reversão do quadro. O primeiro passo é buscar avaliação com um dermatologista, especialista mais indicado para diagnosticar e tratar adequadamente as doenças do couro cabeludo e dos fios.

Em alguns casos, quando há suspeita de alterações hormonais, o acompanhamento também pode envolver a atenção de endocrinologistas e nutricionistas para investigar possíveis deficiências alimentares. Entre as várias opções de tratamento estão medicamentos tópicos e orais, terapias injetáveis, tecnologias como o laser de baixa intensidade e, em situações específicas, o transplante capilar.

Falar sobre alopecia é fundamental para quebrar o tabu e ampliar o acesso à informação. A queda de cabelo não precisa ser enfrentada em silêncio nem causar vergonha ou insegurança. Com orientação adequada e os recursos disponíveis atualmente, é possível controlar o problema e recuperar plenamente a autoestima!