Saúde

Estudo mostra que dançar faz bem para o cérebro

24 de março de 2025

Pesquisa aponta que a prática da dança melhora a cognição e pode ser tão eficaz quanto outras atividades físicas para a saúde mental.

Muito além de uma simples expressão artística, a dança se revela uma poderosa aliada para o bom funcionamento mental e a conquista de bem-estar. É o que revelou um novo estudo, publicado na revista científica Sports Medicine, apontando que essa prática pode melhorar as funções cognitivas e emocionais, trazendo ganhos semelhantes ou até mesmo superiores a outras atividades físicas tradicionais, como a musculação.

A pesquisa foi conduzida por especialistas das universidades de Sydney, Nova Gales do Sul e Queensland, na Austrália, e analisou 27 estudos anteriores, além de avaliar diretamente 1.392 voluntários com idades entre sete e 85 anos. Os participantes foram expostos a diferentes estilos de dança - de coreografias teatrais e aeróbicas a danças tradicionais. Ao comparar os efeitos dessas atividades com o de exercícios "convencionais" como caminhada, musculação e artes marciais, os cientistas constataram que a dança não só proporciona benefícios físicos igualmente relevantes, mas também amplia significativamente a sensação de alegria e bem-estar mental.

Além de funcionar como atividade física, a pesquisa indicou que a dança promove um intenso estímulo à cognição. Memorizar sequências, sincronizar os movimentos com a música e coordenar os passos desafiam o cérebro e a coordenação motora de maneira dinâmica. A prática envolvida na superação desses desafios fortalece a memória, aprimora o raciocínio lógico e favorece as habilidades motoras. Segundo os pesquisadores, o aprendizado contínuo de novos passos estimula áreas do cérebro associadas à tomada de decisões e à criatividade.

Mais alegria e saúde mental

Outro diferencial da dança é seu impacto positivo sobre a saúde mental. Ao ser praticada em grupo ou em duplas, a atividade favorece a formação de conexões interpessoais e aumenta a sensação de pertencimento - o que é especialmente importante para combater o isolamento social, muito comum entre os idosos e as pessoas com deficiência. Além disso, algumas modalidades de dança também trabalham a expressão de emoções, aliviando assim os sintomas do estresse e da ansiedade. O estudo demonstrou que a chamada "dança estruturada", aquela que segue um método técnico e disciplinado, pode gerar melhorias significativas na saúde mental em apenas seis semanas de prática.

Em entrevista de divulgação do estudo, Alycia Fong Yan, autora principal da pesquisa, destacou que os efeitos positivos da dança se aplicam a diferentes faixas etárias e perfis clínicos. "Observamos ganhos em adultos mais velhos, jovens e até em pessoas com condições específicas de saúde", afirma. Isso reforça que a dança pode ser incorporada à rotina de qualquer pessoa como uma estratégia acessível e prazerosa para promoção do equilíbrio mental e cognitivo.

Comprovadamente benéfica para o corpo e a mente, a prática regular da dança é muito mais do que um excelente entretenimento. Somando ritmo, música e diversão, dançar é um exercício completo que beneficia a saúde física e proporciona mais alegria e bem-estar. Então, por que não dar os primeiros passos?