PAS/SERPRO

Representantes na Comissão Paritária contra reajuste de 16,53% no plano de saúde

3 de novembro de 2025

O SindPD-PE publicou, na última 6ª feira dia 31/10, matéria informando que "na última reunião da Comissão Paritária do PAS/SERPRO, realizada na terça-feira (28/10), a empresa surpreendeu os representantes dos trabalhadores ao anunciar um reajuste de 16,53% nas mensalidades do plano de saúde" (leia aqui).

A informação seria dos representantes dos trabalhadores na Comissão Paritária de Saúde do Serpro, que assinam o texto, e destaca que a decisão já teria sido aprovada pela Diretoria do Serpro antes mesmo de ser apresentada à Comissão.

Reajuste que exclui usuários

O texto dos representantes dos empregados destaca que "agora, diante de um aumento tão expressivo nas mensalidades do plano de saúde, o resultado é previsível: muitos trabalhadores e trabalhadoras simplesmente não conseguirão continuar no PAS/SERPRO".

E continua: "um reajuste dessa magnitude empurra parte da categoria para fora da cobertura de saúde, fragilizando o caráter solidário e coletivo do plano, que é uma conquista histórica do Acordo Coletivo de Trabalho".

Aposentados, como sempre, as maiores vítimas

Se a Comissão Paritária de Saúde do Serpro contasse com a participação de uma entidade representativa dos aposentados - como a ASPAS legitimamente reivindica e a empresa aceita, mas enfrenta oposição dos próprios sindicatos - a voz dos usuários aposentados do PAS/Serpro soaria ainda mais alta, forte e veemente do que o já expressivo protesto dos representantes dos trabalhadores.

Os usuários aposentados do PAS/Serpro, do chamado Grupo II, arcam integralmente com a mensalidade do plano de saúde, pois não contam com o subsídio que o Serpro - corretamente - patrocina para os empregados ativos. Um reajuste de 16,53% no plano, quando a aposentadoria do INSS teve 4,77% este ano e os benefícios do SERPROS não passaram de 5,32% de correção em maio último, representa uma perda e uma queda objetiva na renda dos aposentados.

Desde 2022 a ASPAS vem apresentando ao Serpro propostas concretas para rejuvenescer o PAS/Serpro, criar novos planos e garantir dessa forma a sustentabilidade econômica do plano de saúde, com custos mais acessíveis aos usuários, sobretudo os aposentados. Enquanto isso não ocorre, a ASPAS sugeriu ao Serpro a implantação de um subsídio também para o Grupo II, como forma de amenizar os custos para os usuários idosos. Nada disso, no entanto, avançou. O resultado são os sucessivos reajustes acima da inflação e o absurdo afastamento dos usuários que não conseguem arcar com tais custos, num processo de elitização e apequenamento do PAS/Serpro.

"Eu sou você amanhã"

Se os aposentados do Serpro já estavam com muitas dificuldades para arcar com o custo mensal do PAS/Serpro, com esse reajuste de 16,53%, se realmente for aplicado no mês que vem, certamente muitos usuários da terceira idade ficarão sem assistência médica de qualidade.

Há que se lembrar de dois detalhes fundamentais: 1) um idoso que perde um plano de saúde pode simplesmente não conseguir se encaixar mais num outro plano, devido à idade avançada; e 2) a penúria do aposentado de hoje será a penúria do aposentado de amanhã, portanto, a luta é de todos.

A ASPAS espera que, a se confirmar o relato publicado pelo SindPD-PE, o Serpro reveja esse reajuste, pois ele seria um ataque trágico e fulminante, especialmente para os aposentados do plano de saúde.