Aprender é viver

Idosos voltam às salas de aula: nunca é tarde para buscar o conhecimento

13 de outubro de 2025

Hoje, os idosos brasileiros têm cada vez mais estímulo e motivação para fazer coisas novas – inclusive voltar a estudar. O interesse pela educação se reflete no aumento do número de pessoas com mais de 60 anos matriculadas no ensino superior que, segundo o Censo da Educação Superior 2022, do Ministério da Educação (MEC), experimentou um crescimento de mais de 56% entre 2012 e 2022 – um movimento que mostra que a busca por conhecimento não tem idade e que o aprendizado pode ser um grande aliado do envelhecimento saudável.

O Censo conduzido pelo MEC apontou que, em 2021, o Brasil já contava com 51.369 estudantes com 60 anos de idade ou mais matriculados em cursos de graduação. A tendência é confirmada por estudo mais recente, divulgado no Mapa do Ensino Superior no Brasil, da Semesp (entidade que representa mantenedoras de ensino superior do Brasil), focado na educação particular: entre 2013 e 2023, as pessoas com mais de 60 anos foram o único grupo etário que registrou aumento nas matrículas em cursos presenciais privados, em uma alta de 22%. Já no ensino à distância (EAD), o salto foi ainda mais impressionante, com o registro de um crescimento de nada menos que 672% no mesmo período.

Os benefícios de voltar a estudar

Os dados mostram que os idosos estão voltando à sala de aula, presencialmente ou de forma virtual, em busca de aprendizado, atualização e realização pessoal. Enquanto alguns retomam um sonho antigo interrompido na juventude e outros descobrem novas áreas de interesse após a aposentadoria, há os que identificam nos estudos uma oportunidade de recolocação profissional. Independentemente da motivação, o retorno aos estudos traz ganhos comprovados. Segundo o relatório “Quais são os benefícios sociais da educação?”, da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), pessoas com maior nível de escolaridade tendem a se sentir mais felizes e satisfeitas em diferentes aspectos da vida.

Além da satisfação pessoal, estudar na maturidade traz uma série de benefícios à saúde. O contato com o conhecimento estimula a memória, a atenção e o raciocínio lógico, contribuindo para a manutenção de uma mente ativa e saudável. A convivência com colegas de diferentes idades favorece o bem-estar emocional e fortalece os vínculos sociais, ao ampliar o círculo de amizades. Já para quem opta pelo EAD, a modalidade oferece a vantagem de aprender sem precisar sair de casa, com flexibilidade e sem necessidade de deslocamentos, o que é especialmente vantajoso para idosos com problemas de mobilidade.

Opções públicas e particulares

Para quem deseja dar esse passo, há opções acessíveis tanto em universidades particulares quanto em instituições públicas. As privadas oferecem diferentes condições de preço e financiamento, enquanto as públicas, estaduais e federais, mantêm programas voltados especialmente para o público idoso. Um exemplo é o Vestibular 60+, da Universidade de Brasília (UnB), dirigido exclusivamente para pessoas com mais de 60 anos. Para quem deseja voltar a estudar, vale consultar as opções disponíveis em sua cidade e entender as que melhor se adaptam à sua rotina e ao seu bolso. O importante mesmo é começar, já que o aprendizado é um investimento sem prazo de validade.

E lembre-se: nunca é tarde para começar a escrever um novo capítulo de sua vida!