Saúde
Covid-19: baixa adesão à vacinação de reforço amplia riscos para os idosos
7 de outubro de 2024
Cerca de um ano após a Organização Mundial da Saúde (OMS) ter declarado o fim da pandemia de Covid-19, o Brasil enfrenta um novo desafio relacionado à vacinação. Dados recentes do Ministério da Saúde revelam que apenas 30% das crianças menores de cinco anos, assim como dos idosos com mais de 60 anos de idade, estão com suas vacinas atualizadas. O cenário preocupa os médicos da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), que alertam para o risco crescente que esses números representam para os grupos mais vulneráveis, sobretudo diante do aumento recente de casos da doença.
A baixa cobertura vacinal é especialmente preocupante entre os idosos que, segundo estudos, perdem parte da imunidade assegurada pelas vacinas após seis meses de sua aplicação. Como a adesão às novas doses de reforço vem caindo, verifica-se um aumento da vulnerabilidade dessa faixa etária, que já representa uma parcela significativa dos casos graves e fatais da doença. Segundo o Boletim InfoGripe, da Fiocruz, a Covid-19 ainda é a principal causa de mortes provocadas por síndrome respiratória entre os idosos, seguida pela Influenza.
O mesmo boletim também indicou um aumento expressivo nos casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) causados pela Covid-19, na primeira quinzena de setembro, em diversos estados brasileiros, a exemplo do Distrito Federal, Goiás, Rio de Janeiro, Mato Grosso do Sul e São Paulo.
Até o início de setembro deste ano, o Ministério da Saúde já havia registrado cerca de 112 mil hospitalizações e 7 mil óbitos por SRAG. Nada menos do que 25% desses óbitos foram causados pela Covid-19, sendo que a maioria ocorreu entre pessoas com 60 anos ou mais. Esses dados reforçam a urgência da retomada das campanhas de vacinação e a importância do incentivo à imunização da população idosa.
O atual esquema vacinal
Atualmente, o Ministério da Saúde mantém um esquema vacinal que inclui doses de reforço a cada seis meses para os idosos, as pessoas imunocomprometidas e as gestantes, além do esquema primário voltado às crianças de até cinco anos. Pacientes que estejam atrasados com suas doses devem apenas buscar o posto de saúde mais próximo para colocar o cronograma em dia. Vale lembrar que a vacinação, mais do que oferecer apenas uma proteção individual, contribui para a efetiva redução da circulação do vírus, o que ajuda a conter o aumento dos casos e, assim, a evitar a sobrecarga dos serviços de saúde.
Com a retomada do crescimento de casos e a proximidade do período de maior circulação de vírus respiratórios, vacinar-se é uma medida realmente essencial à prevenção da Covid. Como aprendemos ao longo do período pandêmico, a imunização salva vidas. Os idosos e seus cuidadores devem permanecer atentos ao calendário vacinal, mantendo sempre em dia o cuidado e a proteção!
