Esclarecendo
Fundos de pensão rechaçam especulação sobre pressão do governo para investimentos em obras do PAC
7 de outubro de 2024
Os fundos de pensão Petros, Previ, Funcef e Postalis, que estão entre os maiores do país, publicaram notas e comunicados esclarecendo e rechaçando as especulações, surgidas na mídia, sobre uma suposta pressão do Governo Federal para que os fundos investissem em obras de infraestrutura, especialmente do PAC. Essa especulação surgiu a partir de uma reunião do presidente Lula, do ministro Fernando Haddad e integrantes da equipe do Governo Federal com presidentes de Fundos de Pensão, ocorrida em 21 de agosto último.
Segundo a nota da Petros, fundo dos empregados da Petrobras, naquela reunião "em nenhum momento foi abordada a aplicação de recursos em qualquer modalidade de investimento, tampouco em projetos de infraestrutura". Na Previ, fundo dos empregados do Banco do Brasil, os dirigentes eleitos lançaram nota no mesmo sentido. "A reunião ocorrida (...) no Palácio do Planalto, amplificada pelo noticiário da imprensa, tem gerado manifestações e movimentos políticos de pessoas ativistas de má-fé divulgando fake news", diz a nota. Segundo esses dirigentes da Previ, "não foi apresentada qualquer proposta de investimento em PAC ou em qualquer outro projeto".
Da reunião em Brasília até hoje, não houve qualquer anúncio ou medida efetiva sobre "investimentos em infraestrutura" envolvendo os fundos de pensão. Em seus comunicados, todos os quatro fundos reafirmaram que mantêm e continuarão mantendo critérios rígidos na escolha de seus investimentos, sem qualquer influência externa.
