Especialistas alertam para aumento dos casos de artrose

22 de abril de 2024

Um estudo realizado pelo “Instituto de Métricas e Avaliação em Saúde”, da Universidade de Washington, nos Estados Unidos, revelou um aumento alarmante dos casos de artrose em escala global. Segundo a pesquisa, aproximadamente 1 bilhão de pessoas deverá ser afetada por essa condição, que pode ser bastante debilitante, até o ano de 2050.

O alerta global é acompanhado por dados extremamente preocupantes, fornecidos pelo Ministério da Saúde do Brasil, que revelam que mais de 15 milhões de brasileiros já receberam o diagnóstico de artrose. Esse cenário lança luz sobre a necessidade urgente de tomada de ações preventivas e estratégias de tratamento que se mostrem mais eficazes contra a doença.

A artrose, conhecida cientificamente como osteoartrite, é uma doença degenerativa das articulações que afeta principalmente as cartilagens, responsáveis por garantir o amortecimento e a movimentação suave dos ossos. Com o tempo, essas cartilagens podem sofrer um desgaste que resulta em dor, inchaço e rigidez nas áreas afetadas, além de provocar limitações na mobilidade e na qualidade de vida dos pacientes. As articulações mais comumente atingidas são as das mãos, dos pés, punhos, cotovelos, joelhos e tornozelos.

Especialistas apontam diversas razões que contribuem para esse aumento alarmante dos casos de artrose. O envelhecimento da população é um dos principais fatores, uma vez que a idade avançada é um fator de risco determinante para o desenvolvimento da doença. No entanto, surpreendentemente, a artrose não representa mais uma condição exclusiva de idosos. Cada vez mais, jovens adultos estão sendo diagnosticados com a doença, evidenciando a necessidade urgente da adoção de medidas preventivas. A análise da Universidade de Washington foi baseada no acompanhamento da saúde de pessoas em mais de 200 países ao longo de três décadas, e revelou um dado preocupante: aproximadamente 15% da população global com mais de 30 anos já está lidando com os primeiros sintomas da artrose.

Segundo os pesquisadores que conduziram o estudo, esse aumento tão expressivo do número de pessoas jovens com artrose se deve às mudanças introduzidas pelo estilo de vida moderno. Em nossos dias, dietas pouco saudáveis e uma rotina marcada pelo sedentarismo desempenham um papel significativo para a constituição desse cenário. O aumento da obesidade, a falta de atividade física regular e longas jornadas de trabalho no computador, ao lado de lesões articulares prévias, acabam por desempenhar um papel central no desenvolvimento da doença. Dados do Ministério da Saúde ressaltam ainda que a artrose é responsável por nada menos do que 7,5% de todos os afastamentos do trabalho no país, sendo a segunda causa mais comum para a solicitação do auxílio-doença.

Prevenção é o melhor caminho

Diante da gravidade do quadro, é crucial que medidas preventivas sejam adotadas como forma de mitigar o avanço do número de casos de artrose e melhorar a qualidade de vida da população. Manter um peso corporal adequado, praticar exercícios físicos regularmente e adotar uma alimentação balanceada são passos fundamentais para a prevenção da doença.

Para aqueles que já enfrentam os sintomas da artrose, o diagnóstico precoce e um tratamento adequado são essenciais para controlar a progressão da doença e aliviar o desconforto. O diagnóstico geralmente é realizado com base nos sintomas relatados pelo paciente, respaldado por exames físicos e de imagem, como radiografia e ressonância magnética. O tratamento da artrose, por sua vez, pode incluir medidas não farmacológicas, como a realização de fisioterapia e mudanças no estilo de vida, paralelamente ao uso de medicamentos para alívio da dor e o controle da inflamação. Nos casos mais graves, intervenções cirúrgicas, com a substituição total ou parcial da articulação, podem ser necessárias para restaurar a função e a mobilidade das articulações afetadas.

O aumento nos casos de artrose em todo o mundo, incluindo o Brasil, representa um grande problema para os sistemas de saúde e as sociedades como um todo. A superação desse desafio passa, necessariamente, pela adoção de medidas preventivas eficazes, pelo diagnóstico precoce e a oferta de tratamentos adequados. A somatória dessas iniciativas tem a capacidade de reduzir o impacto da doença e, assim, de proporcionar uma melhor qualidade de vida para milhões de pessoas afetadas por esta condição debilitante.