Em matéria intitulada "Balanço do Primeiro Semestre de 2025 apresenta alta performance e avanços estratégicos", publicada em 18 de agosto último, o SERPROS comemora que "encerrou o primeiro semestre de 2025 com avanços importantes em diversas áreas".
A matéria lista boas notícias no PGA, no PS-I, no Ser+ e na gestão dos imóveis, mas quando chega no PS-II, ao invés de relatar fatos e números de 2025, mesmo que não tenham sido bons, opta por omiti-los. A questão é que o PS-II é o principal plano de previdência do nosso Fundo, com um patrimônio de quase R$ 6 bilhões, o que representa dois terços do patrimônio total do SERPROS.
Sobre o PS-II, o SERPROS destaca "a suspensão por 12 meses das contribuições normais de risco do plano, a partir de 1º de abril de 2025, em função dos bons resultados das avaliações atuariais de 2024". Ressalta ainda que houve 141 novas adesões ao PS-II este ano. Não há, no entanto, na matéria, menção ao desempenho dos investimentos neste primeiro semestre de 2025 com relação à meta atuarial.
A cobrança por essa omissão se justifica, uma vez que a meta atuarial alcançada no PS-I e a rentabilidade da cota no Ser+ são citadas na matéria. Certamente não é aceitável que apenas "boas notícias" sejam divulgadas aos participantes, enquanto informações "negativas" sejam omitidas.
— Trata-se de um lapso de comunicação, com certeza. Por enquanto, nem na Área Restrita aos participantes essas informações estão disponíveis. A mesma coisa com o detalhamento da situação dos imóveis, que não se tem — comenta o presidente da ASPAS, Paulo Coimbra.
As informações noticiadas pelo SERPROS
Segundo a matéria, "o PGA registrou um aumento de 10% na receita administrativa (R$ 1,98 milhão), em relação ao orçado, ao mesmo tempo em que reduziu suas despesas administrativas em 11% (o equivalente a R$ 1,91 milhão)". Além disso, "o Plano também apresentou crescimento de 3% (R$ 2,34 milhões) em relação ao ano anterior".
Como o patrimônio do PGA é de mais de R$ 90 milhões, o crescimento da receita provavelmente se deve em boa parte ao rendimento obtido na aplicação deste patrimônio.
Imóveis
Com relação à carteira imobiliária, o SERPROS registra que "as projeções para 2026 indicam uma redução de 36,5% nas despesas operacionais associadas à carteira e um aumento expressivo de 470,9% nas receitas". A matéria destaca que esses indicadores sinalizam "uma reversão consistente dos resultados negativos e a ampliação dos resultados positivos".
Espera-se que o SERPROS consiga dar destino, aluguel ou venda, para um conjunto de valorosos imóveis em Brasília e em Belo Horizonte, dentre outros que têm representado despesas sem o devido retorno.
PS-I
Sobre o PS-I, o SERPROS comemora "o desempenho do PS-I ao longo de 2025, com os investimentos alcançando rentabilidade de 5,93% no primeiro semestre — valor correspondente a 100% da meta atuarial do plano.
Plano Ser+
Quanto ao Plano Ser+, o SERPROS informa que o plano "teve a taxa de carregamento zerada e manteve as taxas de administração entre as menores do segmento". A medida foi possível, segundo o Fundo, "em virtude da redução de despesas administrativas e contribuiu para a adesão de 80 participantes e um crescimento de R$ 14,3 milhões no patrimônio no primeiro semestre". A rentabilidade da cota, de mais de 6% no semestre, "também foi destaque positivo para o plano família", noticiou o SERPROS.