Atenção ao golpe do “pix enviado por engano”

15 de julho de 2024

O Pix, sistema de pagamentos instantâneos criado pelo Banco Central do Brasil, tem se tornado cada vez mais popular em função de sua praticidade e rapidez. Como consequência, no entanto, essa popularização tem atraído também a atenção de criminosos que vêm desenvolvendo diversos golpes no intuito de enganar os usuários do sistema. Entre os mais comuns, estão os elaborados pedidos falsos de pagamento e as fraudes envolvendo pirâmides financeiras, delitos que hoje já são facilmente identificados por grande parte das pessoas. Recentemente, porém, um novo golpe envolvendo o envio de quantias “por engano” tem se destacado por sua simplicidade e, justamente por isso, deixado um rastro de vítimas até mesmo entre as pessoas mais atentas.

Esse novo golpe digital é deflagrado quando criminosos enviam uma quantia para a conta da vítima, via Pix. Em seguida, os golpistas entram em contato através de perfis falsos, simulando serem pessoas comuns, alegam que a transação ocorreu por engano e pedem, assim, a restituição do valor. Levados a acreditar na boa fé do solicitante, muitos usuários devolvem prontamente a quantia recebida, sem saber que estão, em verdade, sendo envolvidos em uma armadilha. Após a vítima devolver o valor, os criminosos acionam o Mecanismo Especial de Devolução (MED) do Banco Central – ironicamente, uma ferramenta criada para auxiliar nas devoluções do Pix em casos de golpes ou fraudes. Como resultado, o valor originalmente depositado pelo golpista é retirado da conta da vítima, que acaba perdendo também o montante devolvido.

O que fazer caso alguém deposite um pix por engano na sua conta?

Caso você receba um Pix por engano de alguém, a recomendação é que o valor recebido indevidamente seja efetivamente devolvido – mas jamais diretamente para a conta que fez o depósito. Em vez disso, é aconselhável instruir a pessoa que alegou ter realizado a transferência de forma equivocada a acionar o MED para a correção do erro. O prazo para a abertura de uma solicitação de devolução é de 80 dias após a realização errônea da transferência por Pix, segundo o Banco Central.

Caso isso não seja possível, tanto o recebedor do Pix indevido, quanto quem enviou a quantia equivocadamente, devem entrar em contato com suas respectivas instituições financeiras. Os bancos detêm os meios necessários para efetuar a devolução de forma segura e garantir que todas as partes envolvidas estejam protegidas contra fraudes. Dessa forma, é possível evitar sérios prejuízos financeiros e eventuais complicações legais.

É de se esperar que novos crimes virtuais continuem surgindo e, nesse cenário, a principal defesa contra os mais variados tipos de golpe é manter a cautela e sempre comunicar-se com as instituições financeiras em caso de quaisquer transações inesperadas. Compartilhar informações sobre esses golpes com familiares e amigos também contribui para aumentar a conscientização e prevenir que mais pessoas se tornem vítimas dessas fraudes.