Os golpes estão aí, são muitos e variados, mas as regras para evitá-los são as mesmas
22 de janeiro de 2024
Quase se pode dizer que atualmente não há brasileiro que não tenha sido abordado por golpistas tentando arrancar-lhe dinheiro. Obviamente, o golpista nunca se revela golpista. Ao contrário, apresenta-se sempre como um contato que está lhe procurando para ajudar, "alertando" que sua conta bancária ou seu próprio celular estão "em perigo".
Tem sido comum nesses últimos meses uma ligação pelo celular, passando-se pelo seu banco, "alertando-o" de que houve um débito estranho em sua conta. O tom alarmista faz parte da estratégia dos golpistas. O objetivo é capturar sua atenção a partir da manipulação de suas emoções. Preocupada com o possível prejuízo, a vítima se abre rapidamente para seguir as "instruções" do golpista que, do outro lado da linha, vai pedindo para a vítima entrar no aplicativo do seu banco (pelo celular) e a partir daí "orienta" procedimentos que, aí sim, abrirão o acesso dos golpistas à sua conta bancária.
O teor do golpe pode mudar ("débito não reconhecido em sua conta" ou "seu celular foi clonado" e por aí vai), mas a tática é sempre essa, causar um estado de alarme na vítima porque assim fica mais fácil "sensibilizar" e iludir a vítima. Portanto, a primeira vacina contra golpes é não cair nesse jogo, não se deixar assustar com essa abordagem alarmista. A segunda vacina é saber que os golpistas estão sofisticados hoje em dia. A mensagem pelo telefone tem o som de fundo igualzinho ao de uma central de telemarketing real (musiquinha de espera, som de outros operadores digitando...). Eles criam um "ambiente sensorial" idêntico aos verdadeiros para melhor iludir suas vítimas. A terceira vacina é não clicar em links suspeitos, seja no WhatsApp ou no e-mail. Eles podem conter vírus que vão se instalar em seu celular ou computador – e poderão fazer a leitura de dados e operar todos os aplicativos e sites que você acessa, como os dos bancos, por exemplo.
Portanto, a regra é: desconfie de tudo. Se tiver dúvida, desligue e depois entre em contato com o gerente do seu banco. Não caia na conversa melosa ou alarmista dos golpistas.
