Vacinas salvaram 154 milhões de vidas em todo o mundo nos últimos 50 anos
6 de maio de 2024
Um estudo recente liderado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e publicado pela revista americana The Lancet trouxe à tona dados que reforçam a já amplamente comprovada noção de que as vacinas são fundamentais para proteger a saúde humana. A pesquisa, realizada em parceria com o Unicef e a Fundação Bill e Melinda Gates, estima que, nos últimos 50 anos, seis pessoas foram salvas a cada minuto graças à imunização – somando um total de 154 milhões de vidas poupadas pelas vacinas.
Analisando o período de 1970 a 2020, o estudo destacou os avanços significativos alcançados, em especial na redução da mortalidade infantil e no aumento da expectativa de vida em todo o mundo. Dentre as 154 milhões de pessoas salvas pelas vacinas durante o período analisado, a maioria delas, 101 milhões, foram crianças.
De modo mais específico, os resultados mostraram que a imunização é a intervenção de saúde com mais efeito na vida de bebês. Entre as doses avaliadas no estudo, a que demonstrou maior impacto na redução da mortalidade infantil foi a contra o sarampo, responsável por 60% de todas as vidas preservadas, em um total de 94 milhões de pessoas. A proteção contra a doença integra hoje a vacina tríplice viral, que previne ainda caxumba e rubéola e é aplicada em duas doses na rede pública do Brasil. A OMS também destacou que mais de 20 milhões de pessoas podem hoje andar graças à imunização contra a poliomielite.
Vale ressaltar que o estudo cobre o impacto causado pela vacinação contabilizando apenas o impacto das vacinas mais antigas em circulação no mundo, que protegem contra um total de 14 doenças, como meningite, hepatite, poliomielite, tétano e febre amarela. Os dados apresentados não incluem os imunizantes mais recentes, como aqueles desenvolvidos contra a covid-19, que também evitaram um número estimado de 20 milhões de mortes apenas no seu primeiro ano de circulação, segundo projeções da Fundação Bill e Melinda Gates – indicando que o número de vidas poupadas pelas vacinas pode ser ainda maior.
