Saúde

Tempo seco no Brasil: conheça os cuidados essenciais para sua saúde

9 de setembro de 2024

As previsões meteorológicas indicam que o Brasil enfrentará um mês de setembro extremamente seco, com índices de umidade relativa do ar abaixo da média considerada saudável para o organismo humano – de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), a marca ideal deve situar-se entre 50% e 60%. Já nos primeiros dias do mês, o Distrito Federal registrou 7% de umidade relativa, número historicamente mais baixo registrado na capital federal e bastante distante, portanto, do considerado como seguro pela OMS.

O fato é que tal condição climática requer atenção redobrada por parte de toda a população, mas especialmente dos idosos, que representam o grupo etário mais vulnerável aos efeitos negativos provocados pela baixa umidade.

O clima seco não apenas tem o potencial de causar desconforto de modo imediato, como também de agravar problemas de saúde preexistentes, o que torna ainda mais importante a adoção de medidas preventivas como forma de minimizar os seus impactos. Entre os problemas mais comumente associados a esta condição climática desfavorável está o ressecamento das mucosas, processo que aumenta a vulnerabilidade a infecções respiratórias, como gripes e resfriados. A secura pode ainda causar irritação nos olhos, no nariz e na garganta, além de piorar quadros de asma, bronquite e de outras doenças crônicas do trato respiratório.

Os idosos são particularmente suscetíveis a esses efeitos devido à redução natural da capacidade de hidratação da pele e das mucosas provocada pelo avanço da idade. Além disso, é comum que pessoas com idade mais elevada possuam condições de saúde preexistentes que podem ser agravadas pela baixa umidade, a exemplo da hipertensão e das doenças cardiovasculares. Dessa forma, torna-se essencial que essa parcela da população receba cuidados especiais durante os períodos de secura mais intensa.

Dicas para driblar a baixa umidade

Para conviver com a sequidão e preservar a saúde, é importante adotar algumas práticas no dia a dia. Manter-se sempre hidratado representa uma medida preventiva central, que ajuda a manter as mucosas lubrificadas, prevenindo assim o ressecamento. Para quem enfrenta dificuldade em manter o hábito de ingerir água ao longo do dia, vale programar os despertadores com alertas de hora em hora. Além disso, pode ser fundamental umidificar o ambiente, por meio de aparelhos umidificadores de ar ou mesmo da utilização de soluções caseiras, como espalhar recipientes com água ou toalhas molhadas pela casa. Essa prática é especialmente útil durante a noite, quando o ar seco pode causar desconforto respiratório.

Outro cuidado essencial é evitar banhos muito quentes, que tendem a ressecar ainda mais a pele. Optar por banhos mornos e, ao final, aplicar cremes hidratantes, contribui para a manutenção de uma pele saudável. Manter os ambientes bem ventilados também é importante, mas deve-se ter cuidado com o uso excessivo de ventiladores, que tendem a intensificar a secura do ar. Complementar a alimentação com alimentos ricos em líquidos, como frutas, vitaminas e sopas, também favorece a hidratação do organismo.

Cuidados especiais em regiões com queimadas

Além dos efeitos diretos da baixa umidade, outro fator preocupante em regiões com clima seco é o aumento do risco de queimadas, como tem ocorrido no interior de São Paulo e em diversos pontos do Centro-Oeste. A inalação de fumaça pode ser extremamente prejudicial à saúde, especialmente de pessoas que já convivem com problemas respiratórios. Em áreas afetadas por queimadas é aconselhável evitar atividades ao ar livre, principalmente nos períodos de maior concentração de fumaça.

Quando sair é inevitável, o uso de máscaras de proteção que filtram partículas suspensas no ar é altamente recomendável. Também é importante proteger os olhos, que podem sofrer irritação pela fumaça, utilizando óculos de proteção. Dentro de casa, é aconselhável preservar portas e janelas fechadas para evitar a entrada de fumaça e, se possível, utilizar filtros de ar.

As mudanças climáticas já projetam seus efeitos sobre nosso cotidiano e mostram que a prevenção e o cuidado representam o melhor caminho para enfrentar esses períodos com mais segurança e bem-estar!


Do portal R7