Saúde

Casos de mpox avançam no Brasil: há motivos para preocupação?

2 de março de 2026

A mpox, doença viral que ganhou espaço no noticiário em 2022 após um surto global, voltou a chamar atenção no Brasil. Dados do Ministério da Saúde mostram que, apenas entre 1º de janeiro e 23 de fevereiro de 2026, mais de 60 casos já foram confirmados no país, enquanto centenas seguem em investigação. O aumento reacende um sinal de alerta para o crescimento da circulação do vírus, embora, até agora, a situação seja considerada sob controle.

No panorama epidemiológico verificado neste início de ano, não houve registro de casos graves ou de mortes associadas à mpox. O estado de São Paulo lidera amplamente as ocorrências, ainda que já existam registros em todas as regiões do país. Autoridades afirmam, no entanto, que não há motivos para pânico: a doença, embora preocupante, não é considerada altamente letal, apresentando uma taxa de mortalidade que gira em torno de 10%, de acordo com a literatura médica. Desde 2022, o Ministério da Saúde registrou apenas 18 mortes por mpox em todo o Brasil, um número relativamente baixo.

Tratamento

Ainda não há ampla disponibilidade de um medicamento específico para o tratamento da mpox, mas o Ministério da Saúde afirmou em comunicado que a pasta acompanha de perto o cenário e garante que o SUS está preparado para atender pacientes e identificar precocemente os casos suspeitos. O tratamento é voltado para o alívio dos sintomas e, na maioria das vezes, a infecção evolui de forma leve a moderada, durando de duas a quatro semanas.

Vale ressaltar que a vacinação contra a mpox já existe, mas permanece restrita a grupos com maior risco de desenvolver formas graves da doença. Entre eles, estão pessoas imunodeprimidas que vivem com o HIV/Aids e devem tomar a vacina de modo preventivo, além de indivíduos que tiveram contato direto com fluidos ou secreções corporais de casos suspeitos ou confirmados e que devem ser imunizados após a exposição, conforme recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS).

Origem, prevenção e sintomas

Conhecida também como “varíola dos macacos”, a mpox é uma doença zoonótica, ou seja, que se origina em animais. No Brasil, os primeiros registros ocorreram em 2022, durante um período de surto global da doença, conforme classificação da OMS.

Os primeiros sinais da mpox são semelhantes aos de uma gripe: febre, dor de cabeça, cansaço e dores no corpo. Em seguida, aparecem as lesões características na pele, que podem surgir no rosto, nas mãos, nos pés ou na região genital e passam por estágios: de manchas e bolhas a crostas. A transmissão ocorre pelo contato direto com essas lesões, secreções corporais ou objetos contaminados. Por isso, a prevenção inclui evitar contato físico próximo com pessoas com sintomas gripais e reforçar hábitos básicos de higiene, como lavar as mãos com frequência.

Mesmo com o aumento recente de casos, estar atento aos sinais, buscar atendimento diante de qualquer suspeita e manter hábitos de prevenção continuam sendo a melhor proteção contra a propagação da mpox. Cuidar sempre da saúde é o primeiro passo para evitar que pequenas preocupações venham a se tornar grandes problemas.