Caixa decide quitar sua dívida de R$ 8 bi com a Funcef e suspender equacionamento
29 de janeiro de 2024
O presidente da Caixa, Carlos Vieira, afirmou na segunda-feira 15/1 que o banco estuda quitar sua dívida com a Fundação dos Economiários Federais (Funcef) e reduzir o valor pago pelos aposentados da Caixa para equacionar os déficits causados pela corrupção em gestões passadas. A informação é da coluna de Guilherme Amado, no portal Metrópoles.
O jornalista destaca que "o Ministério Público Federal investigou fraudes bilionárias em fundos de pensão federais nos últimos anos, a exemplo do Funcef. Como consequência, o rombo bilionário passou a ser dividido pelo patrocinador, a Caixa, e pelos beneficiários, ou seja, os aposentados do banco. Até o fim do ano passado, a dívida do Funcef era de cerca de R$ 8 bilhões".
SERPROS
Situação semelhante afetou o SERPROS e outros fundos de pensão. Gestões indicadas pelas Patrocinadoras cometeram atos, muitos deles ilegais, que causaram sérios prejuízos aos participantes, que até hoje arcam com cobranças extras para "equacionar o déficit". O PS-I é um exemplo disso. Atualmente convive com déficit, mas teria um ótimo superávit se o plano fosse ressarcido dos prejuízos a que foi submetido.
Petrobras segue Caixa
A vitória dos participantes da Funcef na Justiça foi informada no Boletim Eletrônico da ASPAS de 22/02/2021. Já em 17/04/2023, nosso Boletim trouxe outra notícia na mesma direção: a Petrobras decidiu se antecipar a uma condenação e celebrou um compromisso de ressarcimento com o Petros, fundo de pensão de seus empregados. A empresa concordou em desembolsar pouco mais de R$ 4 bilhões para cobrir um rombo de R$ 8,5 bilhões apresentado por um dos planos de previdência privada de seus funcionários. Os R$ 4 bilhões serão pagos em parcelas mensais, "durante toda a vigência do plano", cuja vida útil estimada é de 93 anos. Como garantia, a estatal concordou em oferecer uma nota promissória do valor devido.
