As últimas eleições no SERPROS, em 2023, quando concorreram candidatos aos Conselhos Deliberativo e Fiscal, e houve a novidade da eleição ao cargo de Diretor de Administração e Seguridade, foram marcadas pela baixíssima participação dos eleitores ativos e assistidos.
Os 2.248 votos daquela eleição representaram menos de 16,50% do total de participantes do Fundo. Em São Paulo, maior colégio eleitoral, com 22% dos participantes, compareceram apenas 15,44% dos votantes. No Rio de Janeiro, terceiro maior colégio com 13% dos participantes do SERPROS, teve 11,03% dos votantes. Em 2016, com eleição apenas para os Conselhos, 4.950 eleitores votaram (36,30%).
Layout desastroso
Apesar do grande interesse naquela eleição, quando os participantes elegeram pela primeira vez um diretor do SERPROS, o baixo comparecimento foi fruto de um layout na plataforma de votação que dificultou o voto, sobretudo para os assistidos, que representam 43,5% do total dos mais de 13 mil participantes do nosso Fundo.
Naquela eleição, por exemplo, o participante, após entrar na Área Restrita, tinha que clicar em "Participe" numa janela e, ao invés de cair direto na página de votação, ainda tinha que procurar qual era e onde estava o ícone da votação, em meio a outros assuntos do processo eleitoral, já ultrapassados e que nada tinham a ver com o ato de votar, como Calendário, Recursos, etc.
Importância da eleição
A eleição de Conselheiros - deliberativos e fiscais - representantes dos participantes é o grande momento democrático do SERPROS. E não ocorre apenas por civilidade democrática, há um propósito nessa eleição: garantir que ativos e assistidos tenham acesso às decisões e à fiscalização da entidade.
Ou seja, Conselheiros eleitos diretamente pelos participantes não são de modo algum figuras simbólicas. Eles existem para representar de fato o conjunto de empregados e aposentados do Serpro e do SERPROS que aderiam e são a razão de ser do Fundo. Viabilizar que essa eleição seja de fato representativa é uma obrigação da instituição.
O que a ASPAS não quer é que aquela baixa participação de 2023 se repita. É preciso facilitar o voto, e não dificultá-lo - defende Paulo Coimbra, presidente da ASPAS.