Rentabilidade

2025: SERPROS bate meta atuarial com 11%, CDI alcança 14,3% e Bolsa 34%

2 de fevereiro de 2026

As rentabilidades dos investimentos do SERPROS nos planos PS-I e PS-II em 2025 superaram suas metas atuariais. Apesar dessa boa notícia, os números alcançados ficaram bem abaixo do CDI – Certificado de Depósito Interbancário, a taxa de juros utilizada como referência nos investimentos de renda fixa – e mais ainda do Ibovespa, o índice da nossa Bolsa de Valores.

Segundo informe do SERPROS, em 2025 "o PS-I apresentou rentabilidade de 11%, acima da meta de 9,47%; o PS-II BD alcançou 11,48%, superando a meta de 9,39%; já o PS-II CD rendeu 11,97%, também acima de sua meta atuarial de 9,39%".

O índice do CDI no mesmo período foi de 14,31%. O Banco Central do Brasil tem mantido a taxa Selic em 15%, um índice altíssimo, com consequências nefastas para o país, mas que oferece uma oportunidade de investimento com ganho alto e praticamente nenhum risco. Nessa direção, o SERPROS informa que suas carteiras têm uma alocação de aproximadamente 85% em Renda Fixa.

A renda variável, o mercado de ações, não faz muito tempo "vilão" dos nossos investimentos, encerrou 2025 com forte valorização de 34% no Ibovespa. Segundo o informe do SERPROS, "isso também contribuiu positivamente para o resultado do ano".

Apesar de tanto os títulos de renda fixa quanto o mercado de ações terem contribuído em 2025 com índices muito positivos – 14,31% e 34% – a rentabilidade dos nossos investimentos, no PS-I e PS-II, variou entre 11% e 11,97%.

É normal que existam anos ruins para os investimentos, com fatos econômicos e políticos que derrubam os índices de rentabilidade e até mesmo o valor dos papéis. Por isso mesmo, quando os mercados vão bem e oferecem ótimas oportunidades, é preciso aproveitá-las. É nos períodos bons que se pode acumular ganhos extras, excedentes, que serão importantes para cobrir os prejuízos de períodos ruins. E não custa lembrar que o mundo vive uma época de grande instabilidade a partir de disputas econômicas e geopolíticas, encabeçadas por grandes potências militares.