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=> Artigo de bióloga comemora termos duas vacinas aprovadas



NATALIA PASTERNAK, PHD em microbiologia, em "O Globo" de 16/01/2021

Temos uma vacina. A CoronaVac, que será produzida pelo Instituto Butantan no estado de São Paulo, apresentou, com algum atraso, seus resultados de eficácia, atendendo a pedidos da comunidade científica e da sociedade por maior transparência e clareza.

Em coletiva de imprensa com cientistas independentes convidados (incluindo esta colunista), o pesquisador principal informou que os testes de fase 3 encontraram eficácia geral de 50,4%, e 78% de redução de agravamento da doença. São dados obtidos por meio de um teste clínico bem desenhado, que seguiu um protocolo claro e predefinido, dentro de um padrão rigoroso. Podemos confiar nestes resultados. A eficácia de 50,4% atende ao mínimo exigido pelos critérios internacionais e nacionais. Os 78% de eficácia para prevenção de agravamento da doença trazem um grande potencial de reduzir hospitalização e morte que, afinal, é o objetivo principal de toda vacina para Covid-19.

Uma eficácia geral de 50% indica que a vacina pode reduzir pela metade o risco de adoecer de Covid-19. Os 78% indicam a capacidade de reduzir a um quinto a chance de, caso a pessoa adoeça, venha a precisar de cuidados médicos. Isso tudo com uma vacina que praticamente não tem efeitos colaterais. Qual a justificativa para rejeitá-la?

Com essa vacina, ainda teremos muita gente sentindo sintomas da Covid-19, mas a maioria (78%) de forma leve, capaz de se recuperar em casa, sem complicações. Isso vai liberar leitos nos hospitais, e evitar catástrofes como a que vemos em Manaus.

Além disso, com uma boa campanha de vacinação, teremos o potencial de controlar a pandemia. Mas para isso precisaremos que todos se vacinem. Uma vacina só é tão boa quando há adesão das pessoas. É uma solução coletiva, não individual. E saber a eficácia geral é importante justamente para estabelecer a meta das campanhas. Com 50%, sabemos que temos que investir pesadamente nas campanhas de comunicação, para esclarecer a população, e fazer com que todos se sintam seguros e confiantes para se vacinar.

Um último detalhe. Após apresentar seus resultados, o Butantan foi injustamente acusado de maquiar os números para chegar ao nível de eficácia de 50%, o mínimo necessário para aprovação.

O fato, no entanto, é que o Butantan seguiu seu protocolo pré-publicado. Há métodos diferentes para calcular eficácia geral, e o Butantan chegou aos 50,4% usando a técnica que havia sido prevista em seu protocolo, definido antes que o estudo tivesse início. Outras vacinas usaram uma fórmula diferente. Se a mesma fórmula das demais fosse aplicada aos dados do Butantan, o resultado teria sido 49,6%.

Faz diferença? Não. Se esses números fossem arredondados, ambos virariam 50%. Temos coisas mais importantes e urgentes para considerar do que meio ponto percentual. O mais urgente, de fato, é começar a vacinar. Temos uma boa vacina, uma vacina adequada para a realidade do nosso país. E não temos nenhuma justificativa para não começar a usá-la.

25/01/21

"Vacina é esperança que vem da ciência e do SUS", diz presidente da Fiocruz

Durante a cerimônia de entrega dos 2 milhões de doses da vacina da AstraZeneca/Universidade de Oxford importadas da Índia, no Rio de Janeiro, no último dia 22/1, a presidente da Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz), Nísia Trindade, exaltou o SUS (Sistema Único de Saúde) e a ciência para o combate à pandemia da covid-19.

"Nesse momento de perdas, ter a vacina é uma esperança que vem da ciência, uma esperança que vem do Sistema Único de Saúde (SUS)", declarou, no aeroporto do Galeão, no Rio.

Os 2 milhões de doses da vacina Oxford-AstraZeneca começaram a seguir para os estados na tarde do último sábado (23/1). Nísia Trindade, que é doutora em Sociologia, comparou a chegada da vacina à água potável para a população.

"A vacina pode ser comparada na história do mundo à água potável, para a saúde das populações. E, diante dessa pandemia, é com as instituições de ciência e tecnologia, é com um sistema universal de saúde como o SUS, que nós poderemos trabalhar para superar essa crise junto com toda as vacinas que vierem a ser registradas pela Anvisa", disse a presidente da Fiocruz.

FALTA INSUMO QUE VEM DA CHINA

Durante o evento, Trindade reforçou que "temos muito ainda a fazer. Nós vamos produzir a vacina em Bio-Manguinhos, na Fiocruz, e esse é um passo muito importante para iniciarmos a vacinação".

A Fiocruz informou, inclusive ao Ministério Público Federal (MPF), que a entrega da vacina de Oxford contra a Covid-19 vai atrasar de fevereiro para março. Segundo a Fundação, o motivo para o atraso na produção da vacina ocorre por não ter recebido um dos insumos para a fabricação da vacina Oxford/AstraZeneca.

O composto que falta para o início da produção é o ingrediente farmacêutico ativo (IFA), de responsabilidade da AstraZeneca. O insumo vem da China e ainda não tem data para chegar, segundo nota divulgada pela Fiocruz.

25/01/21

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