Quinta, 9 de julho de 2020

Entenda aqui como o Covid-19 se espalha e o que fazer para se proteger se tiver que ir à rua

=> No contato entre as pessoas? Ao tocar superfícies contaminadas? Indo ao supermercado? Afinal, qual o grau de risco de cada uma das formas de contágio?

Já é consenso entre os cientistas que o Covid-19 se espalhe principalmente através do contato próximo de pessoa para pessoa. Algumas pessoas sem sintomas podem espalhar o vírus. Por isso, o uso de máscaras é tão indicado para todos, pois ela não só protege quem a usa, mas também quem está usando está protegendo os demais.

Além disso, os ambientes fechados facilitam que os novos coronavírus, espalhados num espirro ou numa tosse por alguém contaminado, fiquem suspensos no ar por horas, contaminando aqueles que passem por ele. Então, a ida a mercados, por exemplo, seria mais segura com o uso de máscara e também do equipamento de proteção ocular (como na foto, também chamados de "face shield"). Ao retornar à casa, esses acessórios devem ser imediatamente lavados e higienizados. Se a máscara for descartável, deve ser descartada isolada dentro de um saco plástico vedado.

A principal orientação continua sendo "fique em casa". Mas os eventuais contatos com pessoas (entregadores e domésticas, por exemplo) são quase inevitáveis, assim como também podem ter que ocorrer algumas idas ao mercado. Conhecer os dados abaixo vai ajudar.

RISCOS DE TRANSMISSÃO

O Center for Disease Control do governo dos EUA oficializou as evidências científicas emergentes sobre a transmissão do coronavírus (em resumo, empatia e bom senso):

1. Risco muito baixo de transmissão a partir de superfícies.
2. Risco muito baixo de atividades ao ar livre.
3. Risco muito alto de reuniões em espaços fechados, como escritórios, locais para cultos religiosos, salas de cinema ou teatros.

Veja a seguir outros dados interessantes. A carga viral necessária para iniciar a doença é de ~ 1000 partículas virais (vp).

1. Respiração: ~ 20 vp / minuto
2. Fala: ~ 200 vp / minuto
3. Tosse: ~ 200 milhões de vp (o suficiente pode permanecer no ar por horas em um ambiente mal ventilado)
4. Espirro: ~ 200 milhões vp
5. Estar próximo de alguém (com ~ 2m de distância): baixo risco se o limite for inferior a 45 minutos
6. Conversando com alguém frente a frente (com máscara): baixo risco se o limite for inferior a 4 minutos
7. Alguém passando por você andando / correndo / andando de bicicleta: baixo risco
8. Espaços bem ventilados, com distanciamento: baixo risco
9. Compras: risco médio (pode reduzir para baixo, limitando o tempo e seguindo a higiene)
10. Espaços internos: alto risco
11. Banheiros públicos / Áreas comuns: alto risco de fômites* / transferência de superfície
12. Restaurantes: alto risco (pode reduzir a médio risco sentando-se ao ar livre com distanciamento e percepção do toque na superfície)
13. Locais de trabalho / Escolas (mesmo com distanciamento social): risco muito alto, incluindo alto risco de transferência de fômites
14. Festas / Casamentos: risco muito alto
15. Redes de negócios / Conferências: risco muito alto
16. Arenas / Concertos / Cinemas: risco muito alto

O QUE LEVAR EM CONTA NA HORA DE AVALIAR OS RISCOS

Os fatores principais que você pode usar para calcular seu risco são:

1. interior versus exterior
2. espaços estreitos versus espaços amplos e ventilados
3. alta densidade de pessoas versus baixa densidade
4. exposição mais longa versus exposição breve

(*) Um fômite é qualquer objeto inanimado ou substância capaz de absorver, reter e transportar organismos contagiantes ou infecciosos (de germes a parasitas), de um indivíduo a outro.

Saiba mais aqui.

06/07/20

Coronavírus: mesmo com flexibilização, grupo de risco deve seguir em quarentena

=> Entenda a importância do isolamento social para proteger idosos e portadores de doenças crônicas durante a reabertura gradual do país

Após mais de 100 dias com isolamento social decretado por lei, diversas cidades brasileiras entram em uma nova fase do combate ao Coronavírus, a flexibilização da quarentena. Essa decisão, entretanto, preocupa cientistas e especialistas, devido às grandes chances de piora na crise sanitária. No Brasil, as taxas de contágio ainda não estão controladas, o que, segundo parâmetros estabelecidos pela Organização Mundial da Saúde (OMS), indica que o país deveria seguir em isolamento social. Por isso, nesse momento, mesmo que haja uma abertura para a maioria da população, os membros do grupo de risco, como idosos, hipertensos e diabéticos, devem continuar em casa se protegendo do vírus.

O que acontece é que, em geral, pessoas com doenças crônicas e idosos têm uma imunidade mais baixa e, consequentemente, estão mais vulneráveis à doença. Essa falta de resposta imune do organismo acaba facilitando possíveis lesões pulmonares, o que agrava o quadro do paciente e pode ser fatal. Como ainda não existe um medicamento que possa combater o novo Coronavírus, dependemos exclusivamente do nosso organismo para combater a doença. Por isso, enquanto houver coronavírus, todos os membros do grupo de risco devem permanecer em casa.

Por apressar a volta às atividades presenciais, o Brasil arrisca-se a experimentar um grande aumento no número de casos no próximo mês. Essa experiência já foi vivenciada em outros países, que tiveram que recuar na flexibilização por ela ter ocorrido prematuramente. Ou seja, não ter mais quarentena decretada não significa o fim do vírus.

MANTER A PREVENÇÃO

Sem tratamento ou vacina com eficácia comprovada, a convivência com a doença será constante e todos os cuidados para a prevenção da doença devem seguir sendo tomados. Além de permanecer em casa, o paciente do grupo de risco deve também ser bastante rigoroso com a higienização pessoal e não entrar em contato com pessoas que já tenham deixado de cumprir o isolamento.

Embora seja difícil, neste momento, prever quando as taxas de contaminação serão baixas o suficiente para que o grupo de risco possa sair do isolamento social, é importante lembrar que tudo isso vai passar. O importante é manter a calma e, na medida do possível, criar uma rotina interessante, mesmo dentro de casa. Para quem é portador de doença crônica, o momento deve ser utilizado para tomar conta da saúde como nunca. É importante pensar que seguir os tratamentos médicos e se manter bem alimentado e ativo também é uma forma de se proteger do coronavírus, já que esses hábitos estimulam nosso sistema imunológico.

06/07/20

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